ONU volta a condenar embargo comercial dos Estados Unidos a Cuba

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou nesta quarta-feira por 187 votos contra três o embargo comercial imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde 1947, uma mensagem da comunidade internacional para o presidente norte-americano, Barack Obama.

REUTERS

28 de outubro de 2009 | 16h34

Obama prometeu "relançar" as relações dos Estados Unidos com a ilha comunista, mas disse que não revogaria as sanções até que Cuba mostrasse avanços nos direitos humanos.

"O bloqueio a Cuba é uma política unilateral e criminal que também deve ser revogada unilateralmente", disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, à Assembleia Geral da ONU após a votação.

"Não é racional, justo nem possível esperar gestos de Cuba para que revogue a aplicação criminal de medidas contra o povo cubano, incluindo suas crianças e idosos", acrescentou.

O diplomata disse que Obama havia dado "alguns passos na direção correta", como eliminar as restrições às viagens e ao envio de remessas pelos norte-americanos de origem cubana à ilha.

Mas Rodríguez disse que o embargo, que Cuba atribui aos muitos problemas econômicos enfrentados pelo país, continuava "intacto".

"Desde a eleição do presidente Obama, não houve mudança alguma na aplicação do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba", disse Rodríguez.

Este é o 18o ano consecutivo que a Assembleia Geral da ONU condena as sanções. No ano passado, o embargo havia sido condenado por 185 votos contra os mesmos três.

(Reportagem de Louise Charbonneau)

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