Greg Baker/AFP
Greg Baker/AFP

11 bairros de Pequim voltam a adotar confinamento após registros de novos casos de covid-19

De acordo com autoridades chinesas, sete novos casos estão relacionados a um mercado de carne; escolas e jardins de infância próximos foram fechados

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2020 | 01h22

PEQUIM - Onze bairros residenciais no sul de Pequim foram bloqueados devido ao surgimento de novos casos de coronavírus vinculados a um mercado de carne próximo dessas áreas, informaram autoridades municipais neste sábado, 13. 

Até o momento, sete casos estão relacionados ao mercado de carne de Xinfadi, seis deles confirmados no sábado, segundo funcionários. O responsável pelo mercado disse a repórteres que o vírus foi detectado em tábuas usadas para manipular salmão importado. Nove escolas e jardins de infância próximos foram fechados.

O primeiro caso de covid-19 em Pequim em dois meses, anunciado na quinta-feira, 11, é de uma pessoa que visitou o mercado na semana passada e não tinha saído da cidade. 

Entre os seis novos casos anunciados no sábado estão três funcionários do mercado, um visitante e dois servidores do Centro de Investigação da Carne, situado a 7 km de distância. Um dos servidores esteve no mercado na semana passada. 

As autoridades fecharam o mercado, assim como um ponto de venda de mariscos que foi visitado por um dos infectados.

Grandes redes de supermercados, como Wumart e Carrefour, removeram todos os estoques de salmão da noite para o dia na capital, mas disseram que o fornecimento de outros produtos não seria afetado.

A maioria dos casos registrados na China nos últimos meses surgiu entre cidadãos chineses residentes no exterior e foram detectados quando eles retornavam ao país. 

Apesar de o surto local ter sido amplamente controlado, os recentes diagnósticos positivos levaram as autoridades de Pequim a adiar a volta às aulas dos estudantes do ensino fundamental, que estava prevista para segunda-feira, e a suspender todos os eventos esportivos./AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.