Opção é pedir reconhecimento na ONU, diz palestino

Os palestinos não têm escolha a não ser levar seu caso à Organização das Nações Unidas (ONU) após o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Congresso dos Estados Unidos, afirmou o negociador palestino Mohammed Shtayeh.

AE, Agência Estado

24 de maio de 2011 | 16h03

"Após o discurso de Netanyahu, os palestinos têm apenas uma escolha que é ir à ONU em setembro, à Assembleia Geral", afirmou Shtayeh à agência de notícias France Presse, referindo-se aos planos de buscar o reconhecimento da ONU para o Estado palestino em setembro.

Netanyahu disse que seu país será generoso com o tamanho do Estado palestino, mas não retornará às fronteiras de 1967 nem está disposto a dividir a cidade de Jerusalém. O premiê discursou hoje no Congresso dos Estados Unidos. As fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, são as defendidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a criação de um Estado palestino.

"Israel será generoso sobre o tamanho do Estado palestino, mas seremos bastante firmes sobre onde colocamos sua fronteira. Este é um princípio importante", afirmou Netanyahu durante o discurso aos congressistas em Washington. "Nós reconhecemos que um Estado palestino precise ser grande o suficiente para ser viável, independente, próspero".

O premiê advertiu, porém, que Israel não retornaria às "indefensáveis" fronteiras que existiam em 1967. Em discurso na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que essas fronteiras devem ser o ponto de partida para as negociações. As informações são da Dow Jones.

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