OPEP deve complementar qualquer necessidade de petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) complementará eventuais quedas na oferta do produto decorrentes do corte do Iraque em suas exportações de petróleo, disseram representantes da Organização. "A Opep fará seu melhor para complementar qualquer deficiência na oferta," disse um representante da Opep, acrescentando que é pouco provável que outros países-membros da Organização apóiem o embargo. O Irã e a Líbia também sugeriram que um embargo poderia ser usado como arma política em defesa da causa dos palestinos, mas apenas o Iraque anunciou medidas concretas até agora. Nas quatro semanas terminadas em 29 de março, as exportações de petróleo do Iraque somaram, em média, 1,74 milhão de barris por dia, segundo a ONU. Segundo analistas, qualquer embargo teria efeito limitado sem o apoio da Arábia Saudita e do Kuwait. Juntos, estes países produziram uma média de 9,2 milhões de barris de petróleo em março. Na semana passada, oficiais de ambos os países disseram que não usariam o petróleo como arma política. ConsultaO secretário-geral da Opep, Ali Rodriguez, disse que deve consultar todos os ministros do Petróleo da Organização sobre o corte de 30 dias anunciado pelo Iraque em suas exportações. Ele disse que "não pode especular" sobre se a OPEP sofreria alguma queda na oferta. Rodriguez está tentando falar por telefone com o ministro do Petróleo do Iraque, Amir Rashid Muhammad al-Ubaydi, para confirmar que o Iraque cortará suas exportações para pressionar Israel a retirar suas tropas dos territórios dos palestinos. Rodriguez deve retornar a Viena mais tarde para coordenar a resposta da Opep ao anúncio do Iraque. Ele disse não saber se a organização fará uma reunião antes da marcada para junho.

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