Bruno Fahy / AFP
Bruno Fahy / AFP

Operação antiterror na Bélgica deixa dois mortos, dizem autoridades

Edifícios da polícia seriam alvos de um ataque esperado para as próximas horas ou dias, de acordo com o procurador-geral belga

O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 16h24




(Atualizada às 19h35)

BRUXELAS - Forças de segurança belgas mataram ontem dois suspeitos de terrorismo supostamente ligados à Síria em uma troca de tiros na cidade de Verviers e prenderam outro, frustrando um grande e iminente ataque contra escritórios da polícia, disseram autoridades locais. Nenhum policial foi ferido ou morto.

A operação antiterrorista surge em meio a uma caça por possíveis cúmplices dos agressores que mataram 17 pessoas na França, na semana passada – cinco das vítimas, funcionários do jornal de humor francês Charlie Hebdo, foram enterradas ontem, em Paris. Esses ataques, por suspeitos que alegaram ser ligados aos grupos Estado Islâmico, na Síria, e Al-Qaeda na Península Arábica, com sede no Iêmen, aumentaram temores em toda Europa de mais ataques.

O Procurador-geral belga, Eric van der Sypt, disse em Bruxelas que não havia ligação estabelecida até o momento entre os ataques de Paris e a operação em Verviers, que resultou de uma investigação em andamento há algumas semanas. 


Os três suspeitos estavam fortemente armados e abriram fogo imediatamente quando a polícia os cercou perto da estação de trem da cidade, disse Van der Sypt. “Eles tinham armas automáticas”, disse.

Em seguida, houve uma troca de tiros intensa durante vários minutos nos andares superiores de um edifício onde a operação ocorreu que parece ser residencial.

Edifícios da polícia seriam alvos de um ataque esperado para as próximas horas ou dias, de acordo com o procurador-geral. “Ainda esperamos fazer uma série de prisões”, disse ele. A ação ocorreu no período mais movimentado do dia em uma vizinhança populosa.

Verviers, uma antiga cidade industrial com cerca de 56 mil moradores, incluindo uma grande comunidade de imigrantes, está a cerca de 125 quilômetros a sudeste da capital, Bruxelas.

A cidade é considerada, assim como alguns subúrbios de Bruxelas, um dos redutos da radicalização islâmica no país. Segundo fontes, entre seis e dez jovens da cidade teriam partido para se juntar a grupos extremistas na Síria nos últimos meses. Além disso, ameaças foram feitas por jihadistas belgas nas últimas horas na internet.

Van der Sypt disse que outras operações antiterroristas estavam ocorrendo na região de Bruxelas, acrescentando que o alerta de terror do país estava no segundo maior nível. A operação fez parte de uma investigação sobre extremistas que voltavam da Síria, segundo autoridades. / AP, AFP e REUTERS

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