Operação antiterrorismo na Inguchétia mata vários líderes de guerrilhas

Segundo autoridades russas, as forças de segurança mataram 17 guerrilheiros em uma operação que incluiu um ataque aéreo de alta precisão e ações em terra

Efe,

29 de março de 2011 | 04h43

MOSCOU - Vários chefes de guerrilhas islâmicas morreram em uma operação antiterrorista empreendida na segunda-feira, 28, na Inguchétia, declarou nesta terça, 29, o presidente da república do norte do Cáucaso, Yunus-Bek Yevkúrov.

 

"Sabemos que havia ali uma série de líderes", disse Yevkúrov à agência Interfax ao comentar a destruição de um acampamento guerrilheiro em território inguche.

 

Segundo boletim do Centro Nacional Antiterrorista (CNA) da Rússia, as forças de segurança mataram 17 guerrilheiros em uma operação que incluiu um ataque aéreo de alta precisão e ações em terra.

De acordo com o relatório oficial, dois agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) e um policial morreram na operação.

 

Fontes do Ministério do Interior inguche não descartaram a possibilidade de que entre os guerrilheiros mortos esteja o terrorista número um da Rússia, Doku Umárov, que se autoproclama o "Emir do Cáucaso" e que reivindicou a autoria de vários atentados terroristas.

 

"Desde as primeiras horas da manhã os investigadores trabalham no local (da operação). Já se verá.", disse o presidente inguche, respondendo a pergunta que contestava se Umárov está entre os guerrilheiros mortos no acampamento, onde segundo o CNA os terroristas recebiam treinamento terrorista suicida.

 

Na segunda-feira, as forças de segurança também capturaram na Inguchétia dois homens envolvidos no atentado suicida contra o aeroporto moscovita de Domodedovo, que em 24 de janeiro deixou 37 mortos e quase 200 feridos.

 

O ataque terrorista foi perpetrado por Magomed Yevlóev, um estudante de contabilidade de 20 anos oriundo da Inguchétia que detonou uma potente bomba que levava consigo no terminal de chegadas internacionais de Domodedovo, o maior aeroporto de Moscou.

 

A Justiça russa já acusou formalmente de terrorismo os irmãos e um amigo do terrorista suicida.

O atentado em Domodedovo foi reivindicado por Umárov em um vídeo divulgado através da internet no qual assegura que o terrorista suicida agiu sob suas ordens e promete uma nova onda de ataques na Rússia.

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