Gary Hershorn/Reuters
Gary Hershorn/Reuters

Operação contra crime organizado prende oito mil em três meses na China

Detenções ocorreram no sul do país, em Hong Kong e em Macau

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2017 | 04h54

HONG KONG - Uma operação policial contra o crime organizado no Sul da China, em Macau e em Hong Kong terminou com a detenção de oito mil pessoas em um período de três meses, informou nesta sexta-feira, 16, o jornal local South China Morning Post

A operação acabou doze dias antes de o presidente chinês, Xi Jinping, visitar pela primeira vez a ex-colônia britânica em razão do 20º aniversário da devolução de sua soberania à China. Xi está no poder desde 2012 e nunca foi à cidade. 

A operação policial conjunta ocorreu na província de Guangdong, no sul da China, e nos territórios de Macao e Hong Kong com o objetivo de reduzir o crime organizado no país asiático, com atuações no narcotráfico, em jogos ilegais e em lavagem de dinheiro. A operação começou em 5 de março e acabou em 10 de junho. 

Somente em Hong Kong foram vasculhados mais de 6.400 locais, incluindo salas de jogos e estabelecimentos em que foram encontradas imitações de armas de fogo, drogas, cigarros de contrabando e material eletrônico. Os detentos somaram 3.618. Na China, foram presos 2.270 e o restante, 2.112, na região especial de Macau. 

A operação terá uma segunda parte que ocorrerá no segundo semestre. Esse tipo de operação em geral é realizada em ambos os lados da fronteira no mês de setembro, mas nesta ocasião foi adiantada e reforçada por uma segunda parte para terminá-la pouco antes da primeira visita a Hong Kong do presidente chinês. 

A visita de Xi Jinping deve durar três dias, de 29 dej unho a 1 de julho, e dez mil policiais serão destacados para o local.  EFE 

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