Operação da Europol prende mais de 1.000 pessoas

O Serviço Europeu de Polícia, também conhecido como Europol, encerrou nesta quarta-feira uma operação criminal em que foram presas mais de 1.000 pessoas em toda a União Europeia. A Operação Arquimedes, que durou nove dias, foi a maior ação de repressão criminal na Europa, afirmou Rob Wainwright, diretor do Europol.

Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2014 | 11h53

A operação envolveu 20.000 unidades policiais em mais de 300 cidades, portos, aeroportos e áreas de fronteiras. Além de 1.027 prisões, 300 crianças romenas que seriam vítimas de tráfico humano foram salvas. Também foi apreendida uma grande quantidade de drogas, incluindo centenas de quilos de cocaína e heroína, afirmou Wainwright.

A ação teve como alvo o combate a diversos tipos de crimes, incluindo tráfico de drogas, imigração criminosa, sonegação fiscal, falsificação e roubo.

A operação "levou, eu acredito, a um ataque muito significativo à infraestrutura criminal na Europa", afirmou Wainwright. Ele acrescentou que informações de inteligência coletadas durante a operação, que envolveu o centro de coordenação do Europol em Haia, direcionaram as ações e vão levar a futuras prisões.

As incursões revelaram como criminosos na União Europeia e em outros países se organizam, usando frequentemente mensagens criptografadas na internet para se comunicarem.

Wainwright afirmou que "uma comunidade criminal mais integrada" se desenvolveu nos últimos anos. Gangues organizadas dentro delas trabalham em conjunto em diferentes tipos de atividades criminosas. Ele acrescentou que as incursões "enviaram uma forte mensagem a grupos criminais de que eles não estão fora do alcance da lei". Fonte: Associated Press.

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