Vincent Thian / AP
Vincent Thian / AP

Tailândia conclui resgate de 12 garotos e treinador presos em caverna alagada

No terceiro e último dia de operações, 4 meninos e o técnico de futebol foram retirados de galeria subterrânea, onde entraram no dia 23 de junho

O Estado de S.Paulo

10 Julho 2018 | 02h13
Atualizado 11 Julho 2018 | 01h02

MAE SAI, TAILÂNDIA - A Tailândia concluiu nesta terça-feira, 10, o resgate de 12 meninos e seu técnico de futebol, presos em uma caverna parcialmente inundada na Tailândia desde 23 de junho. As informações foram confirmadas pelo comando de elite fuzileiros navais do país, acrescentando que todos estão a salvo.

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"Todos os 12 dos 'Javalis Selvagens' (time dos garotos) e o técnico foram extraídos da caverna", indicou o comando de elite em sua página no Facebook. 

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Os oito garotos resgatados anteriormente estão em um bom estado físico e mental, afirmou um responsável pelas operações. "Estão em bom estado, não têm febre", disse à imprensa Jesada Chokedamrongsuk, secretário permanente do Ministério da Saúde, no hospital de Chiang Rai. "Todos estão em bom estado mental.” Os meninos se encontraram com os parentes, mas separados por uma divisória de vidro. A medida é para prevenir possíveis infecções.

Ao todo, 19 mergulhadores fazem parte da equipe de resgate, que conta com três SEALs da Marinha tailandesa e um médico. Mais de 90 profissionais participam das operações.

Os trabalhos de salvamento foram retomados nesta terça-feira após uma pausa de 10 horas para repor o material utilizado e avaliar as condições na caverna. O grupo esteve preso em um local a mais de quatro quilômetros da entrada da caverna. 

Resgate

A primeira etapa da operação de resgate foi realizada na manhã de domingo (horário local) e retirou 4 das 12 crianças que estavam presas na caverna. No dia seguinte, outros quatro meninos foram salvos. O grupo recebeu os primeiros atendimentos no hospital de campanha montado perto da entrada da caverna e foi encaminhado de helicóptero para um hospital em Chiang Rai, onde um andar inteiro foi reservado para os resgatados.

Antes do início dos trabalhos, especialistas avaliaram o risco enfrentado pelas crianças na travessia até a saída da caverna, visto que nenhuma delas tinha treinamento em mergulho e todas estavam debilitadas. Elas ficaram 9 dias sem saber se seriam resgatadas. As autoridades afirmaram que a melhora no tempo abriu uma janela de oportunidade que poderia se fechar caso as chuvas torrenciais retornassem à região. / AFP, EFE, REUTERS, AP e THE WASHINGTON POST

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