Operação de segurança leva calmaria às ruas de Beirute

A calma voltou às ruas da capital libanesa nesta terça-feira, um dia depois de tropas do governo terem lançado uma grande operação de segurança para reprimir os confrontos iniciados com o assassinato do general brigadeiro Wissam al-Hassan, importante chefe da inteligência do país e inimigo da Síria.

AE, Agência Estado

23 de outubro de 2012 | 13h53

O chefe de polícia do país, ajor-general Ashraf Rifi, divulgou, na noite de segunda-feira, detalhes sobre a investigação do assassinato de Al-Hassan e disse que foi um atentado à bomba cuidadosamente planejado que teve como alvo um oficial de inteligência que estava se movimentando por Trípoli em segredo.

Muitas pessoas no Líbano responsabilizam a Síria pelo assassinato. Damasco vem intervindo pesadamente em assuntos libaneses. Al-Hassan era um sunita que desafiava a Síria e seu poderoso aliado libanês, o grupo militante xiita Hezbollah.

Sete pessoas morreram em confrontos entre facões contra e pró-Síria que tiveram início após o assassinato, ocorrido na sexta-feira. O atentado, o pior dos últimos anos em Beirute, matou duas pessoas, além de Al-Hassan.

Rifi disse a um grupo de jornalistas que Al-Hassan foi assassinato do lado de fora de um se seus escritórios secretos, onde ele costumava se encontrar com informantes. Ele dirigia um carro alugado, sem blindagem, para evitar suspeitas. Al-Hassan era uma das figuras mais reservadas do Líbano e, até sua morte, muitos libaneses desconheciam sua aparência.

Rifi confirmou as informações vindas de Washington de que um grupo do FBI vai chegar ao país para ajudar nas investigações nos próximos dois dias. Equipes do FBI têm ajudado a investigar vários atentados a bomba no país desde 2005. As informações são da Associated Press.

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