EFE
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Operação detém 13 integrantes de rede de lavagem de dinheiro na Colômbia

Rede internacional tinha membros também nos EUA, Espanha, México e Colômbia, informaram as autoridades; organização movimentou ao menos US$ 3,1 milhões no último ano

O Estado de S.Paulo

11 de março de 2016 | 15h23

BOGOTÁ - As autoridades da Colômbia desarticularam na quinta-feira, 10, uma rede internacional de lavagem de dinheiro ao capturar 13 pessoas, em uma operação que também contou com a participação de Estados Unidos, Espanha, México e Colômbia, informaram fontes oficiais.

Na operação "Pássaro Azul", foram detidos oito indivíduos e cinco aeromoças que "se dedicavam a transportar para a Colômbia dólares e euro de procedência ilícita" de Espanha, Estados Unidos e México, informou a procuradoria colombiana em comunicado. Os detidos serão julgados pelos crimes de lavagem de ativos, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha e podem ser condenados a penas que variam de 10 a 20 anos de prisão.

A fonte acrescentou que participaram da operação a Agência de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos, a Guarda Civil Espanhola, a polícia do México, assim como a polícia e a procuradoria colombiana. A companhia aérea Avianca, que teve alguns de seus funcionários envolvidos no esquema, também colaborou.

Segundo a procuradoria colombiana, a organização criminosa conseguiu fazer entrar no país no último ano 12 malotes de dólares e euros que eram transportados "presos ao corpo ou em malas com fundo falso".

As autoridades estimam que a entrada contínua desses recursos levou à lavagem de pelo menos 10 bilhões de pesos (US$ 3,1 milhões).

A Avianca, por sua vez, disse que as autoridades colombianas prenderam dez pessoas vinculadas com a companhia aérea, que estão às ordens da procuradoria.

O presidente encarregado da Avianca, Álvaro Jaramillo Buitrago, disse que a operação é o resultado de um trabalho empreendido há anos pela empresa e as autoridades colombianas e de outros países para combater a utilização da companhia no tráfico ilegal de divisas, narcóticos e outras substâncias.

"A operação faz parte das iniciativas conjuntas encaminhadas a aumentar os níveis de segurança na mobilização de pessoas e mercadorias através da companhia aérea", acrescentou Buitrago. / EFE

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