'Operação Dumbo Congelado' engravida elefanta Tonga

Cientistas conseguiram pela primeira vez engravidar uma elefanta africana com esperma congelado de um elefante selvagem, mostraram imagens de ultrassom apresentadas pelo Zoológico Schoenbrunn de Viena nesta terça-feira.

Reuters

14 de agosto de 2012 | 15h19

A ecografia revelou um feto de elefante de cinco meses com 10,6 centímetros de comprimento, com sua tromba, patas, rabo, olhos e orelhas claramente discerníveis.

O feto, que foi examinado em abril, provavelmente tem agora 20 centímetros de comprimento, disse o zoológico, e deve nascer da elefanta africana de 26 anos Tonga em torno de agosto 2013, após uma gestação de cerca de 630 dias.

No passado, elefantas foram engravidadas com esperma fresco ou refrigerado em um esforço para proteger as espécies ameaçadas de extinção, mas esperma congelado pode ser transportado para mais longe e permite que a elefanta seja inseminada em seu período mais fértil.

O esperma foi retirado de um elefante selvagem sedado na África do Sul usando eletroejaculação no projeto conhecido internamente como "Operação Dumbo Congelado", disse uma porta-voz do zoológico.

Demorou oito meses para passar pela alfândega a caminho da França devido à falta de um procedimento estabelecido para tais mercadorias.

O projeto foi um esforço conjunto do Zoológico Schoenbrunn, do Instituto Leibniz de Pesquisa Zoológica e de Vida Selvagem de Berlim, do Zoológico Beauval, na França, e do Zoológico de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Ambas as espécies africanas e asiáticas de elefantes estão em perigo, especialmente a asiática, principalmente devido à caça ilegal de carne e marfim e a destruição de seus habitats.

Cerca de 2.000 elefantes vivem em zoológicos e se calcula que mais de 15.000 elefantes asiáticos sejam mantidos em privado, empregados na indústria madeireira ou vivendo em templos.

"Como a sobrevivência dos elefantes em seu habitat natural está sob ameaça, zoológicos ao redor do mundo estão se esforçando para preservá-los", disse a diretora do Zoológico de Schoenbrunn, Dagmar Schratter.

"A inseminação artificial com o sêmen de um elefante selvagem é uma oportunidade para enriquecer o conjunto de genes para a conservação das espécies", disse ela, acrescentando que havia cinco fêmeas vivendo em zoológicos para cada macho.

(Reportagem de Heinz-Peter Bader e Georgina Prodhan)

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