Operação israelense mata mais 8 palestinos em Gaza

Helicópteros, tanques e tropas israelenses intensificaram nesta quinta-feira, 2, a incursão militar no norte da Faixa de Gaza, matando dois civis, entre eles um homem de 70 anos, seis militantes islâmicos e uma policial na operação, iniciada na quarta-feira, para tentar conter ataques palestinos. Palestinos com idades entre 16 e 40 anos foram intimados para interrogatório em uma praça central de Beit Hanoun, mas poucos compareceram. Militantes mantiveram seus ataques ao sul de Israel, lançando foguetes de fabricação caseira a partir da Faixa de Gaza. Um dos foguetes atingiu uma residência na cidade israelense de Sderot, ferindo uma pessoa, informou o Exército. Militantes do Hamas assumiram a autoria do ataque. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, disse que a ofensiva israelense deverá fracassar, "como todas as anteriores". O presidente palestino, Mahmoud Abbas, de tendência moderada, também condenou a ofensiva e pediu o repúdio da comunidade internacional. As tropas israelenses se concentraram em Beit Hanoun, porque o local já serviu de base para o lançamento de 800 foguetes desde o início do ano. Doze palestinos já foram mortos na cidade - oito nesta quinta-feira - e dezenas ficaram feridos. Quatro militantes foram mortos e vários outros ficaram feridos, ao cair da noite, num ataque aéreo israelense. Desde quarta-feira, já são 16 as mortes entre os palestinos na incursão, lançada para pressionar pela libertação do soldado Gilad Shalit, capturado em junho, e impedir ataques contra Israel.

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