Operação israelense tenta recuperar presos de prisão palestina

Pelo menos dois palestinos morreram nesta terça-feira na prisão de Jericó na troca de tiros com soldados israelenses que tentaram capturar Ahmed Saadat, líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), e cinco de seus companheiros, informaram fontes penitenciárias. Os mortos são um agente de segurança e um guarda carcerário, segundo as fontes, que falam de pelo menos uma explosão. Pode haver, no entanto, um número indeterminado de feridos nos tiroteios com os soldados israelenses. O dirigente da FPLP e seus companheiros asseguraram que não se entregarão às tropas israelenses que cercam a prisão de Jericó, onde estão presos. A operação militar em Jericó, disse o ministro israelense de Segurança Interior, Gideon Ezra, está relacionada com declarações recentes do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que prometeu na semana anterior libertar Saadat se os milicianos da Frente se comprometessem por carta a defendê-lo de um possível "assassinato seletivo" do exército israelense. Saadat, em uma conversa telefônica com a emissora de TV Al Jazeera, disse que Abbas nunca prometeu libertá-lo. Ahmed Saadat é acusado em Israel de ter planejado o assassinato do ministro de Turismo Rehavam Zeevi em 2001. Ele foi executado por dois militantes da FPLP em um hotel ao norte de Jerusalém. Em 2002 Saadat foi preso. O 2º alvo Os israelenses também tinham a intenção de capturar Fouad Shobaki, funcionário encarregado da aquisição de armas para os organismos palestinos de segurança, responsável por um grande contrabando de armas detectado pela Força Naval israelense no Mar Vermelho em 2001, pelo qual a ANP foi responsabilizada e acusada de descumprir os tratados firmados por seu presidente Yasser Arafat com Israel. Essas declarações levaram o Reino Unido e os Estados Unidos a retirar seus guardas da prisão de Jericó, onde, por um acordo de 2002 entre a ANP e Israel, tinham se comprometido a impedir que Saadat e outros palestinos requeridos por Israel para julgá-los pudessem fugir da prisão. A embaixada britânica informou nesta terça-feira que seus funcionários deixaram Jericó. Correção: Este texto foi alterado às 10h47, com a correção do dia da semana.

Agencia Estado,

14 Março 2006 | 10h36

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