Operação militar custou US$ 800 milhões a Israel

A máquina de guerra israelense é uma das mais modernas do mundo e o preço para mantê-la em atividade é astronômico. Sob intensa pressão fiscal, Israel terá de pagar as contas de uma operação militar ultrassofisticada que, segundo estimativas, consumiu mais de US$ 800 milhões em somente oito dias. Esse cálculo não inclui o custo econômico da chamada Operação Pilar de Defesa - como as perdas em horas de trabalho de milhões de cidadãos ou a queda no turismo, importante atividade para o país.

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2012 | 02h05

Israelenses comemoraram o resultado do sistema antimíssil Domo de Ferro, que interceptou de 60% a 80% das centenas de foguetes e mísseis disparados da Faixa de Gaza contra o sul de Israel, Tel-Aviv e Jerusalém. Segundo estimativas do jornal 'Jerusalem Post', cada projétil que saiu das baterias do Domo de Ferro custou de US$ 30 mil a US$ 50 mil. A hora de voo dos aviões não tripulados israelenses que vigiaram e atacaram Gaza custou US$ 1,5 mil; a dos helicópteros, US$ 5 mil; e dos aviões de caça, US$ 15 mil.

A maior ameaça ao sistema antimíssil, desenvolvido por uma empresa de Haifa em parceria com os EUA, não vem de Gaza nem de Teerã, mas de Washington. Se o governo Barack Obama não conseguir chegar a um acordo com os republicanos para evitar o chamado "abismo fiscal", o financiamento americano ao Domo de Ferro automaticamente será cortado. / R.S.

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