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EFE|Khaled Elfiqi
EFE|Khaled Elfiqi

Confusão e emoção marcam volta de britânicos para casa

Empresa aérea britânica alega que governo egípcio proibiu parte dos voos programados para esta sexta-feira; passageiros serão transportados apenas com bagagens de mão - malas irão em voo separado

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 11h00

LONDRES - (Atualizada às 19h04) Depois de muita confusão, o primeiro avião com turistas britânicos retirados do balneário Sharm el-Sheikh, no Egito, desembarcou na tarde desta sexta-feira, 6, no Aeroporto de Gatwick, em Londres. Foi o primeiro voo, com 359 a bordo, da companhia aérea britânica Easyjet para retirar os cerca de 20 mil turistas que esperam para ser repatriados. 

O governo e companhias britânicas trabalharam em um plano para levar de volta para casa os turistas depois do acidente com o Airbus da Metrojet no sábado. A aeronave caiu minutos depois de decolar no balneário, matando os 224 a bordo. A possibilidade de que tenha ocorrido um ataque terrorista fez com que as companhias, não só britânicas, como europeias e russas, suspendessem os voos para a região. 

Os primeiros turistas a desembarcar demonstraram sua emoção ao chegar a Londres e criticaram as precárias medidas de segurança das forças egípcias. “A segurança no Egito era escandalosa”, explicou Nathan Hazelwood à imprensa no aeroporto de Gatwick. “Era possível pagar para passar pela segurança rapidamente, sem ser revistado.”

Um porta-voz do primeiro-ministro David Cameron afirmou que a “situação era complicada, mas fluida” depois de a companhia britânica de baixo custo – que está entre as que opera a maior quantidade de voos diários para o Egito – acusar o governo egípcio de proibir 8 dos 29 voos que a empresa planejava realizar ontem. Ainda ontem era esperada a chegada dos outros voos. 

O Ministério de Aviação Civil do Egito negou que tenha suspendido as empresas britânicas de decolarem de Sharm el-Sheikh e afirmou que a quantidade de voos foi limitada em razão da capacidade do aeroporto. “As empresas aéreas britânicas querem agendar 18 voos ao mesmo tempo e retirar os passageiros britânicos de Sharm el-Sheikh sem suas bagagens, que nós teríamos de transportar depois”, afirmou o ministro de Aviação Civil, Hossam Kamal. 

Os passageiros repatriados só podiam levar bagagem de mão e o restante de seus pertences será levado depois. “Isto constitui uma enorme sobrecarga para o aeroporto.”

“O piloto foi aplaudido quando aterrissamos. Acredito que muita gente se perguntou se quer voltar ao Egito. Não pelo terrorismo, porque acredito que isso pode acontecer em qualquer lugar e momento, mas em razão de como tudo aconteceu”, explicou Nicky Bull, uma turista de 60 anos.

As críticas, porém, não eram unânimes. “Cuidaram de nós, nos deram o que comer, nos deram mais informação do que a Easyjet e do que o governo britânico”, afirmou Robert Cappa, de 36 anos, que voltava com sua mulher e filho. 

Londres decidiu assumir a volta dos turistas e enviou seus próprios especialistas em segurança por suspeitar que alguém tenha colocado uma bomba no bagageiros do avião russo. 

KLM. A companhia holandesa KLM não permitiu malas no compartimento destinado à bagagem em um voo realizado nesta sexta-feira entre Cairo e Amsterdã, depois que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha cogitaram a hipótese de uma bomba a bordo do avião russo que caiu no Sinai egípcio.

"Com base em informações nacionais e internacionais e por precaução, a KLM não autorizará as malas despachadas", informou a companhia. O avião aterrissou em Amsterdã no início desta manhã. / AP, REUTERS, AFP e EFE

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