Operários que fazem iPhone 5 entram em greve na China

Milhares de trabalhadores entraram em greve em uma fábrica na China que fabrica componentes para o iPhone 5, da Apple, revelou neste sábado o China Labour Watch, um grupo de direitos trabalhistas. Este é o mais recente episódio que afeta as operações da Foxconn, gigante taiwanesa de eletrônicos, cujas instalações na China foram assoladas por uma série de suicídios de trabalhadores nos últimos anos. A greve também sucede um enorme conflito ocorrido entre operários em uma das fábricas em setembro.

EQUIPE AE, Agência Estado

06 de outubro de 2012 | 16h41

A interrupção das atividades na unidade de Zhengzhou, na região central da China, aconteceu na sexta-feira, depois que a companhia aumentou os níveis de qualidade dos produtos e exigiu que os operários trabalhassem durante o feriado nacional, de acordo com o China Labour Watch, baseado em Nova York.

"A greve é um resultado do fato desses trabalhadores estarem sob muita pressão", disse Li Qiang, diretor da entidade, em comunicado. "De acordo com os operários, múltiplas linhas de produção do iPhone 5 de vários prédios da fábrica estiveram paralisadas o dia todo", afirmou Qiang em um comunicado. Entre 3 mil e 4 mil empregados participaram da greve, acrescentou o China Labour Watch. Não estava claro quantas pessoas trabalham na unidade.

Autoridades da fábrica não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto, nem porta-vozes da subsidiária da Foxconn, a Hon Hai, ou relações públicas da Apple da China.

A Foxconn é a maior fabricante mundial de componentes para computadores, atuando na montagem de produtos para Apple, Sony, Intel e Nokia, entre outras empresas. Suas amplas instalações na China empregam até 1,1 milhão de trabalhadores, sendo quase metade deles em um complexo em Shenzhen, no sul do país.

Em setembro, cerca de 5 mil policiais foram destacados para controlar um confronto enorme entre os operários em uma fábrica da Foxconn em Taiwan - norte da China -, onde os 79 mil funcionários fabricam itens como componentes eletrônicos para automóveis e produtos de consumo. Em 2010, pelo menos 13 empregados do grupo no país morreram em aparentes suicídios, que os ativistas atribuem às difíceis condições de trabalho. As informações são da Dow Jones.

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