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Ópio ameaça o futuro do Afeganistão, alerta a ONU

O Afeganistão, o maior produtor de ópio do mundo, corre o risco de se tornar um "Estado fracassado" se não contiver o crescente comércio de drogas ilícitas, advertiu a agência de combate às drogas da ONU. O Afeganistão produz três quartos do ópio ilícito do mundo - a matéria-prima para a heroína - e dois terços de todos os viciados em ópio usam a droga originária do país, segundo uma nova pesquisa feita pela Agência de Drogas e Crimes da ONU, baseada em Viena.Os plantadores de papoula (de onde se extrai o ópio) e traficantes afegãos levaram para o país em 2003 cerca de US$ 2,3 bilhões, ou cerca de metade do Produto Interno Bruto legal do Afeganistão. "Deste dinheiro da droga, alguns administradores regionais e comandantes militares ficaram com uma parte considerável. Quanto mais eles se acostumam com isso, é menos provável que respeitem a lei, sejam leais a Cabul ou apóiem a economia legal", disse o diretor da agência, Antonio Maria Costa. "Os terroristas também se beneficiam: quanto mais tempo isso ocorrer, maior será a ameaça para a segurança do país e para suas fronteiras", acrescentou.Os plantadores de papoula do país cultivaram 80.000 hectares em 2003, um aumento de 8% comparado com o ano passado, segundo o estudo. A produção de ópio aumentou em 6%, para cerca de 3.600 toneladas.

Agencia Estado,

29 de outubro de 2003 | 20h18

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