Michael Sohn/Arquivo/AP
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Oposição a Morsi boicotará eleição parlamentar no Egito

Boicote é protesto contra lei eleitoral que opositores dizem favorecer Irmandade Muçulmana

Reuters

26 de fevereiro de 2013 | 12h58

CAIRO - Uma aliança de partidos de oposição no Egito anunciou nesta terça-feira, 26, que boicotará as próximas eleições parlamentares em protesto contra uma lei eleitoral que eles afirmam favorecer a Irmandade Muçulmana, aumentando as chances de uma vitória esmagadora dos islâmicos no pleito.

O boicote dos partidos liberal e esquerdista que se opõem ao presidente Mohamed Morsi aumenta a perspectiva de uma disputa eleitoral somente entre a governista Irmandade Muçulmana e grupos islâmicos da linha dura, como o Partido Salafi Nour.

A votação acontecerá em quatro estágios, a partir do final de abril. Numa tentativa de minar a legitimidade da eleição para a câmara baixa do Parlamento, a Frente de Salvação Nacional (NSF, na sigla em inglês) disse que não pode haver eleições sem uma lei que garanta um pleito livre e justo.

Críticos da lei eleitoral aprovada pela câmara alta, dominada por islâmicos, disse que ela foi feita para favorecer esses grupos religiosos. "Não pode haver eleições sem uma lei que garanta a justiça do processo eleitoral e um governo que possa implementar tal lei e tenha a confiança da população", disse Sameh Ashour, porta-voz da NSF, acrescentando que é preciso haver "independência real do Judiciário".

A NSF inclui o Corrente Popular, partido de esquerda liderado por Hamdeen Sabahy. A porta-voz do partido Heba Yassin disse que o boicote "é para protestar contra a lei eleitoral de cuja redação não participamos, e sobre a qual nossa opinião não foi levada em consideração."

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