Oposição abre negociações com governo do Paquistão sobre protestos

O líder da oposição Imran Khan começou a negociar com o governo paquistanês nesta quarta-feira, disse um parlamentar do seu partido, em um esforço para acabar com os protestos contra o primeiro-ministro e superar um impasse político.

MEHREEN ZAHRA-MALIK E SYED RAZA HASSAN, REUTERS

20 de agosto de 2014 | 17h35

O anúncio foi feito um dia depois que o poderoso Exército do Paquistão disse que os dois lados devem dialogar e advertiu que as principais instituições do governo estavam sob sua proteção.

O ex-astro de críquete Khan e o clérigo Tahir ul-Qadri, que controla uma rede de escolas e hospitais islâmicos, têm liderado os protestos na capital, Islamabad, desde sexta-feira.

Ambos querem que o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, renuncie por acusações de corrupção e fraude eleitoral. Sharif, que venceu a última eleição por uma grande margem, se recusa a deixar o cargo.

O governo civil está tentando consolidar a sua autoridade sobre a nação nuclear de 180 milhões de habitantes, depois de décadas em que o país oscilava entre a democracia e a ditadura militar.

O Paquistão também está tomado por índices elevados de desemprego, cortes diários no fornecimento de eletricidade e uma insurgência do Taliban, enquanto grupos sectários antiocidentais e violentos ganham força.

A maioria dos manifestantes nas ruas de Islamabad diz que está protestando contra a corrupção do governo, que culpam pela pobreza generalizada no país.

(Reportagem adicional de Katharine Houreld)

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