Oposição acusa Evo de buscar totalitarismo na Bolívia

O principal candidato da oposição na Bolívia disse hoje que o presidente do país, Evo Morales, tentará implantar um estado "totalitário" e uma "democracia do terror" se vencer as eleições de 6 de dezembro, com antecipam as pesquisas de intenção de voto. Segundo a mais recente pesquisa, o candidato de direita, Manfred Reyes Villa, está em segundo lugar com 18% das intenções de voto, enquanto Evo conta com 54%.

AE-AP, Agencia Estado

17 Novembro 2009 | 18h06

Em encontro com correspondentes estrangeiros, Villa disse que o que está em jogo nas eleições "é um projeto totalitário que não respeita a institucionalidade, frente a um modelo progressista que busca recuperar a república e a segurança jurídica". Segundo o ex-governador de Cochabamba, a política de Morales corresponde a um "modelo anacrônico" assim como a "justiça comunitária" que no critério de Villa aumentará os linchamentos de supostos bandidos.

Reyes Villa disse que o partido de Evo tentou destitui-lo de maneira violenta em 2007, quando seus partidários saquearam e incendiaram o prédio do governo de Cochabamba. Segundo ele, na época a cidade era governada "pela atual ministra da Justiça, Celima Torrico".

Reyes Villa recebeu há três semanas uma ordem de arresto de bens, em processos abertos contra ele quando governava Cochabamba. Ele assegurou que o governo esperou a proximidade das eleições para influir na decisão judicial. "Existe uma má fé e uma submissão de alguns integrantes do poder judiciário porque é incerta a seguridade jurídica na Bolívia. Eles podiam ter me processado quando deixei o cargo", afirmou.

Villa disse que seu colega de chapa, o ex-governador de Pando, Leopoldo Fernández, é um "sequestrado político". Fernández está detido há treze meses num presídio em La Paz, acusado de insuflar um confronto em Pando que resultou na morte de 15 pessoas, na maioria camponeses leais a Morales, durante uma onda de protestos contra o governo em setembro de 2008.

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