Oposição acusa Kremlin de fraude eleitoral

As forças de oposição russas puseram à prova a democracia do país ao denunciar fraude maciça nas eleições parlamentares de domingo, vencidas por ampla margem pelo partido Rússia Unida, que apóia o presidente Vladimir Putin. O líder do Partido Comunista (PC), Guenadi Zyugannov, acusou as autoridades de terem falsificado o total de eleitores, favorecendo aliados e deixando de fora da Câmara Baixa do Parlamento (Duma) os dois partidos liberais, a União das Forças de Direita e o Yabloko. Esses dois grupos não obtiveram o mínimo de 5% votos necessários para conquistar cadeiras na Duma."No mínimo, acrescentaram 3,5 milhões de votos para beneficiar o Rússia Unida", disse Zyuganov numa entrevista convocada para anunciar os resultados de uma contagem paralela realizada pela oposição. Ele exigiu a recontagem das cédulas. Segundo o balanço do PC, referente a 15% dos colégios eleitorais, o comparecimento nas urnas foi de 52,58% e não de 56%, como assinalou a Comissão Eleitoral. Por esse cálculo, os dois partidos liberais teriam superado os 5%.Um dos dirigentes do Yabloko, Serguei Ivanenko, disse que seu partido também realiza uma contagem paralela, mas só pretende torná-la pública se conseguir checar os resultados de pelo menos 50% das seções eleitorais. Reagindo às críticas, o presidente da Comissão Eleitoral Central, Alexandr Veshniakov, acusou Zyuganov de "falta de profissionalismo" e recomendou aos queixosos que procurem a Justiça.

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