Oposição acusada de tentar desestabilizar Chávez

Altos representantes do governo venezuelano acusaram, nesta sexta-feira, a oposição, de "esquentar o clima das ruas" com distúrbios e criar conflitos sociais "artificiais" para desestabilizar o governo do presidente Hugo Chávez. "Há setores que estão apostando na desestabilização", disse o ministro da Defesa, José Vicente Rangel. Acrescentou que "existe um clima de conflitos artificialmente provocado nas ruas" por setores radicalmente opostos a Chávez que, segundo o governo, buscam criar o caos e provocar um eventual pronunciamento militar. No entanto, Rangel negou enfaticamente uma eventual insurreição militar, alegando que "isto é totalmente impossível", e insistiu em que o governo estendeu a mão aos setores da oposição para dialogar e resolver divergências. Por sua vez, o ministro do Interior e Justiça, Luis Miquilena, em entrevista à imprensa junto com Rangel, advertiu que, supostamente, seus detratores tentam tirar proveito político dos protestos públicos, para gerar a anarquia. Miquilena citou a manifestação convocada nesta quinta-feira pelo partido opositor Ação Democrática (AD), que culminou com sérios distúrbios de rua, quando simpatizantes de Chávez reagiram contra os manifestantes, e elogiou a intervenção da polícia no episódio. Segundo ele, alguns setores tentam "converter em problema de ordem pública qualquer tipo de protesto... para criar o caos social", insistiu Miquilena.Segundo pesquisas de entidades privadas, Chávez enfrenta um desgaste em sua popularidade, e a cúpula empresarial ameaça realizar uma greve nacional de protesto contra o governo em 10 de dezembro próximo.

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