Oposição alerta Musharraf de que protestará em caso de fraude

Na segunda, Paquistão terá eleições legislativas; pesquisas dão o PPP como claro ganhador

EFE

16 de fevereiro de 2008 | 16h29

Os líderes dos dois principais partidos de oposição no Paquistão advertiram neste sábado, 16, o presidente Pervez Musharraf de que haverá protestos populares caso o Governo cometa alguma fraude eleitoral nas eleições de segunda-feira, segundo o canal de televisão paquistanês Dawn.  Veja Também:Explosões matam ao menos 39 no Paquistão após comício  O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif e o viúvo da ex-chefe de Governo Benazir Bhutto, Asif Ali Zardari, fizeram esta advertência em entrevista coletiva depois de se reunirem pela segunda vez esta semana na cidade de Lahore, no leste do Paquistão. Sharif demonstrou confiar em que seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), e o Partido Popular do Paquistão (PPP), de Zardari, vão alcançar uma "maioria cômoda" na Assembléia Nacional paquistanesa. O ex-primeiro-ministro disse que "todas as forças democráticas" estão convidadas a decidir uma estratégia para o futuro político do Paquistão após as eleições legislativas. Sharif destacou que o encontro deste sábado com Zardari foi de cortesia e que os dois não aprofundaram a possibilidade de um acordo entre suas legendas. Os dois líderes se reuniram na semana passada em Lahore para sondar uma possível aliança de Governo após o pleito. Pesquisas divulgadas por organismos estrangeiros dão o PPP como claro ganhador das eleições, seguido da PML-N. Explosões Um ataque a bomba em frente ao comitê de um candidato à eleição no Paquistão matou pelo menos 37 pessoas neste sábado, 16, último dia de campanha para as eleições gerais que devem completar a transição para o governo civil. A polícia no sul do país diz ter frustrado outro atentado planejado para o dia da votação, segunda-feira.  Um segundo carro-bomba explodiu próximo a um posto de fiscalização na fronteira com o Afeganistão matou dois civis e feriu oito oficiais de segurança, segundo o porta-voz do Exército general Athar Abbas.

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