Oposição argentina tenta barrar antecipação de eleições

O governo argentino está confiante em aprovar na quarta-feira o projeto de antecipação das eleições legislativas de 25 de outubro para 28 de junho, informou hoje o líder do bloco governista na Câmara dos Deputados do país, Agustín Rossi. Já a oposição tenta impedir a manobra oficial. O ex-presidente Raúl Alfonsín (UCR-Unión Cívica Radical) rejeitou a proposta e fez um chamado à oposição para que derrube a medida na Casa. "Um acordo entre as distintas forças políticas e sociais em defesa da República e da governabilidade não pode demorar mais em ser feito", disse o ex-presidente.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

16 de março de 2009 | 19h46

"A modificação do calendário eleitoral sem consenso não contribui para criar as condições para um diálogo que solucione os problemas econômicos e sociais que agonizam o país", afirmou Alfonsín. O argumento usado por Cristina Kirchner é de que o país não suportaria os embates da crise financeira internacional com a campanha eleitoral até outubro.

Segundo pesquisa da consultoria Poliarquía, a presidente argentina possui somente 29% de imagem positiva. Críticos e opositores acusam o casal Cristina e o ex-presidente Néstor Kirchner de usar a medida para evitar um suposto desgaste junto à opinião pública que surgiria com o aprofundamento da crise até a data original das eleições.

O projeto será analisado amanhã pela Comissão de Assuntos Constitucionais, para então ser encaminhado ao plenário na quarta-feira. Se for aprovado, seguirá para o Senado no mesmo dia, informou Rossi, mas os senadores votariam somente na próxima semana. Em princípio, o governo tem maioria para aprovar a iniciativa. Ainda, a presidente da Câmara de Assuntos Constitucionais, Graciela Ocaña, é ex-ministra de Kirchner e aliada do governo.

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