Oposição avançará, mas não a ponto de deter o chavismo

A bancada opositora a ser eleita amanhã na Venezuela dificilmente terá força para barrar na Assembleia Nacional o projeto chavista. Desde sua origem, com o redesenho das circunscrições eleitorais, o processo foi feito para que o governo mantenha a maioria. A volta da oposição à cena parlamentar, porém, terá um sentido mais profundo em dois aspectos: corrigirá o erro de 2005, quando boicotou a eleição, e dará voz ao dissenso. "Não se pode permitir outra vez que o Legislativo seja convertido numa jaula de foquinhas que se comprazem em aplaudir as decisões do Executivo", diz o jornalista e analista político Teodoro Petkof.

Análise: Roberto Lameirinhas, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

O jogo pesado de Hugo Chávez deixa claro a importância da votação. O presidente prometeu "massacrar" a oposição no domingo e ensaiou um polichinelo durante ato oficial para deixar claro que está "treinando" para reeleger-se em 2012. Como antídoto para os problemas do país, prepara seu "pacote de bondades". Depois de ter anunciado um programa para equipar casas de famílias de baixa renda com 300 mil eletrodomésticos chineses a preços subsidiados, prometeu ontem a troca gratuita de carros antigos por veículos zero-quilômetro movidos a gás natural.

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