Oposição boliviana quer bloquear Senado e critica Morales

A principal força da oposição na Bolívia defendeu a paralisação do Senado, após renovar suas críticas à decisão do presidente Evo Morales de não respeitar as leis em vigor para a aprovação da futura Constituição. "Vamos pedir a todos os senadores democratas que, até que a lei seja cumprida, paralisem o funcionamento do Congresso", afirmou durante uma entrevista coletiva em La Paz, o ex-presidente Jorge Quiroga, chefe da aliança conservadora Poder Democrático e Social (Podemos). A oposição boliviana rejeita o regulamento aprovado pelo Movimento ao Socialismo (MAS) na lei de convocação da Assembléia Constituinte. O texto impõe a maioria absoluta como fórmula de voto, em lugar dos dois terços estabelecidos na atual Constituição e numa lei promulgada pelo próprio Morales, em março. "Quando se viola a democracia e se pisa a lei, não podemos permanecer como se nada tivesse acontecido", disse o ex-presidente da Bolívia. O partido de Quiroga centrará suas ações de bloqueio no Senado, onde a oposição tem maioria. Quiroga comentou a "gravíssima preocupação" de sua aliança com "a violação da democracia", e enviou notas sobre o assunto a organizações internacionais, como as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, a União Européia e a Comunidade Andina. Além disso, convocou a "resistência pacífica" de todos os setores sociais e estuda possíveis medidas jurídicas. O oposicionista insinuou a possibilidade de apresentar sua denúncia na Cúpula Sul-Americana de Cochabamba, no próximo mês.

Agencia Estado,

22 Novembro 2006 | 03h07

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