AFP PHOTO / ROMEO GACAD
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Oposição consegue maioria no Parlamento e escolherá próximo presidente de Mianmar

Com 84,6% dos votos apurados, Liga Nacional para a Democracia (LND), da vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, já conquistou 348 das 491 cadeiras que estavam em disputa

O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2015 | 10h57

NAYPYIDAW - A Liga Nacional para a Democracia (LND), partido da líder opositora e vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, obteve nesta sexta-feira, 13, a maioria absoluta das cadeiras no novo parlamento, e poderá formar o próximo governo e iniciar uma mudança política histórica em Mianmar. 

Com 84,6% dos votos apurados, a NLD dispõe de 348 parlamentares (238 na Câmara Baixa e 110 na Alta) das 491 vagas que estavam em jogo na votação e, por isso, será a maior força política no Parlamento, apesar da presença de um quarto de deputados militares não eleitos.

Com esta maioria parlamentar, a LND poderá propor dois dos três candidatos a presidente, sendo o terceiro proposto pelos militares, e garantir que um deles será o próximo chefe de Estado. 

No entanto, uma disposição da Constituição que veta para o cargo candidatos com parentes estrangeiros impedirá que a oposição apresente sua líder, cujos dois filhos têm passaporte britânico, para o cargo de presidente.

Além dos parlamentares escolhidos nas urnas, o Legislativo conta com 162 deputados na Câmara Baixa e 85 na Alta designados pelo Exército.

A vitória do partido de Aung San Suu Kyi deixa poucos lugarels para os demais partidos, em particular o partido no poder, herdeiro da junta militar que governou o país nas últimas décadas. 

Na véspera, os militares asseguraram uma transição pacífica no país. O poderoso comandante do exército, Min Aung Hlaing, prometeu em uma mensagem no Facebook "cooperação com o novo governo durante o período pós-eleitoral" e felicitou o partido de Suu Kyi, algo parecido com o que já havia feito o presidente Thein Sein.

Mianmar foi governada por regimes militares de 1962 até 2011, quando a última junta passou o poder a um governo civil dirigido por aliados dos generais que começou a aplicar reformas políticas, econômicas e sociais para implementar uma "democracia disciplinada". / AFP e EFE

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