Oposição critica culto a Kirchner promovido por Cristina

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, inaugura hoje a Casa da Pátria Grande Presidente Néstor Kirchner, um centro de estudos sobre a América Latina. O lançamento se dá no dia em que são comemorados 61 anos de nascimento do ex-presidente, que morreu em outubro, vítima de complicações cardíacas.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 17h07

O Centro da Pátria Grande vai funcionar no edifício que Kirchner havia planejado destinar à sede da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Buenos Aires, quando foi eleito secretário-geral do bloco.

As homenagens a Kirchner começaram na primeira quinzena de fevereiro, quando teve início o campeonato de futebol Clausura 2011, batizado com o nome do ex-presidente pela Associação de Futebol da Argentina (AFA). O culto ao nome de Kirchner, no entanto, é criticado pela oposição, por favorecer Cristina se ela decidir concorrer à reeleição.

O nome do marido de Cristina surge ainda no programa de TV "Futebol para Todos", que transmite gratuitamente as partidas dos times da primeira divisão e apresenta um spot, de quase quatro minutos de duração, em homenagem a Néstor. Para a oposição, trata-se de propaganda de campanha que vai além da pauta de publicidade oficial.

"A publicidade oficial é para informar à população, não para criar uma imagem mítica do ex-presidente. O spot tem, claramente, elementos de propaganda", afirma a deputada Silvana Giudici, presidente da Comissão de Liberdade de Expressão da Câmara dos Deputados. Para ela, o vídeo "é um abuso porque foi pago com o dinheiro público".

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