Oposição critica referendo na Coréia do Sul

O referendo convocado pelo presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, para decidir o futuro de seu mandato não tem nenhuma base constitucional, disse Choe Byung-yul, líder do Grande Partido Nacional (GPN) - o maior de oposição. Roh programou a consulta popular para 15 de dezembro, afirmando que renunciará se os sul-coreanos votarem contra ele.A decisão do presidente sul-coreano está relacionada com um escândalo de corrupção que envolve seu principal conselheiro, Choi Do-sool. "Chegamos a uma situação em que já não posso desempenhar plenamente presidência", lamentou Roh que, no entanto, afastou a idéia de renúncia imediata.O Partido Democrático do Milênio - segundo maior de oposição - também classificou o referendo de ilegal. "Não é preciso ser jurista para saber que isso é inconstitucional", destacou o partido, em nota oficial. Segundo Choe, líder do GPN, a decisão precisa ser submetida ao Parlamento, onde a oposição detém maioria. "É um jogo de cena política dele", acusou. "Se um assessor direto comete um delito que, por sua proximidade, envolve o presidente, essa não é uma questão para referendo, mas para impeachment". Choi, o conselheiro de Roh, teria recebido suborno de quase US$ 1 milhão do conglomerado SK Group.

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