Oposição da Líbia marca protesto em Tripoli para o dia 17

Jornal italiano afirma que Muamar Kadafi, no poder há 42 anos, está preocupado com marchas

Agência Estado

09 de fevereiro de 2011 | 17h26

MILÃO - A Líbia, um dos poucos países árabes do Norte da África que até agora havia ficado imune aos protestos populares que ocorrem Magreb e o Oriente Médio, terá o seu "Dia da Ira" em 17 de fevereiro, informou o jornal italiano Corriere della Sera, citando os diários árabes AlSharq Al-Awsat e Libya al-Youm, o primeiro publicado em Londres.

 

Veja também:

especialInfográfico:  A revolução que abalou o mundo árabe

 

Segundo reportagem publicada nesta quarta-feira, 9, pelo Corriere, o coronel Muamar Kadafi, que governa a Líbia com mão-de-ferro desde 1969, quando derrubou o rei Idris, está preocupado com a onda de revoluções e levantes no mundo árabe. Os periódicos árabes indicam que são os estudantes líbios que convocam os protestos contra o governo.

 

Preocupado, Kadafi chamou jornalistas e ativistas políticos para conversas em seu palácio. Ele também teria defendido o cambaleante presidente egípcio Hosni Mubarak, atribuindo tudo a uma conspiração de Israel.

 

"É errado ficar culpando Mubarak, que é um homem pobre, não tem dinheiro nem para comprar roupas novas e muitas vezes nós o ajudamos. O que acontece hoje no Egito é obra dos serviços secretos de Israel", afirmou Kadafi ao Libya al-Youm.

 

Estimativas publicadas nos últimos dias na imprensa internacional indicam que a fortuna pessoal de Mubarak e de seus familiares próximos se situa em algo entre US$ 40 bilhões e US$ 60 bilhões.

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