Oposição de centro-direita vence eleição em Portugal

O Partido Social Democrata desbancou o governo socialista nas eleições gerais de hoje em Portugal e será o responsável pela implementação de um programa de austeridade fiscal exigido em troca de um resgate financeiro internacional de 78 bilhões de euros. Apesar da perspectiva de que as ações para a redução da dívida lancem o país ibérico em uma recessão profunda e agrave a situação em uma das nações mais pobres da Europa, os partidos favoráveis aos duros esforços para recuperar a saúde financeira de Portugal angariaram em torno de 80% dos votos.

AE, Agência Estado

05 de junho de 2011 | 20h13

Restando 12 das 230 cadeiras do Parlamento a serem decididas, o PSD, de centro-direita, conseguiu eleger pelo menos 102 deputados. Já a bancada do Partido Socialista será de pelo menos 71 parlamentares. A votação do Centro Democrático e Social (CDS) proporcionou à agremiação conservadora 23 cadeiras. O nível de abstenção foi de 43,15% é o mais elevado índice de abstenção desde as eleições de 1975.

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, reconheceu a derrota para o opositor Partido Social Democrata. Ele parabenizou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, pela vitória e recomendou a seu partido, o Socialista, que eleja um novo líder. Em um discurso emocionado, Sócrates elogiou a campanha socialista e disse que renunciaria à liderança do partido para abrir espaço para novos líderes. "Minha decisão de não ocupar uma posição política tem como objetivo dar espaço ao PS para que discuta plenamente seu futuro.

Pouco antes, o ministro português da Economia, José Vieira da Silva, havia admitido que as pesquisas de boca de urna e os resultados parciais das eleições realizadas hoje em Portugal indicavam a vitória do PSD. "Todos os resultados indicam uma vitória do PSD e uma derrota do Partido Socialista", disse. "Os resultados auferidos nas urnas naturalmente representaram uma alteração na estrutura política de nosso país", prosseguiu.

Pedro Passos Coelho, por sua vez, prometeu trabalhar com presteza para formar um novo governo e disse que pretende procurar o CDS para negociar a formação de um governo de coalizão. Ele afirmou ainda que fará de tudo para cumprir o pacto em troca do resgate financeiro internacional, mas afirmou que pretende ir além dos planos para restaurar rapidamente o "crescimento econômico e a confiança dos mercados". As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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