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Oposição defende concessão de asilo a Zelaya no Brasil

Os líderes da oposição no Senado, José Agripino Maia (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM), criticaram hoje a presença do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital de Honduras. Ambos defendem a tese de que o presidente deposto deveria se asilar no Brasil até que a crise política em Honduras seja resolvida.

CAROL PIRES, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 17h23

"Na medida em que o presidente Zelaya, que é o presidente eleito - (Roberto) Micheletti não é presidente, mas a minha preocupação é que o Brasil entrou como avalista das hostilidades -, uma saída poderia ser a negociação de um salvo-conduto para ele vir ao Brasil até que a situação se resolva", sugeriu Agripino.

Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores, no Senado, a posição de Agripino contou com apoio do líder do PSDB, Arthur Virgílio. "Para mim, o ideal seria tirar o Zelaya de lá", afirmou o tucano. A audiência pública da comissão foi convocado para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, apresentar explicações sobre os acontecimentos na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado desde o dia 21.

Em resposta a Agripino e Virgílio, o chanceler brasileiro informou que Zelaya não pediu salvo-conduto ao Brasil e, por isso, o asilo ao presidente deposto de Honduras ainda não deve ser discutido. "Isso não nos foi pedido. Como não nos foi pedido, não estamos oferecendo", explicou.

Questionado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES) sobre qual é o status de Zelaya na embaixada brasileira, Amorim disse que não iria entrar em "categorização jurídica", porque é um conceito "complexo". "As situação histórias se repetem de maneira diferente", limitou-se a dizer o chanceler.

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