Oposição denuncia fraude no plebiscito de Mianmar

Segundo partido de oposição, centros de votação fecharam 5 horas antes do horário oficial

EFE

10 de maio de 2008 | 17h25

O principal partido da oposição democrática birmanesa, a Liga Nacional pela Democracia (LND), dirigida pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, denunciou uma fraude maciça no plebiscito realizado hoje no país para aprovar o projeto de texto constitucional da Junta Militar.   O porta-voz da LND, Nyan Win, disse à revista dissidente "The Irrawaddy", com sede na Tailândia, que agentes governamentais foram as casas dos que não votaram e os obrigaram a assinar um formulário como se tivessem depositado o voto.   Nyan Win disse que a maioria dos centros de votação fechou às 11h (1h30 de Brasília), quando o horário oficial era de 6h às 16h. Moradores dos distritos de Yangun, Mandalay, Pegu, Sagaing e Magwe disseram à revista que viram funcionários entregar cédulas preenchidas aos que estavam na fila para votar.   Desde que o Governo anunciou a convocação do plebiscito, em 9 de fevereiro de 2008, os corpos de segurança intimidaram ou detiveram qualquer pessoa que manifestasse sua rejeição à minuta constitucional. A LND, a dissidência e as principais organizações das minorias étnicas tinham pedido o voto pelo "não", por entender que a nova Constituição, em vez de restabelecer a democracia, legitimará o regime militar, que governa desde 1962.   A votação aconteceu na maior parte do país, exceto em grandes áreas das regiões de Irrawaddy e Yangun, as mais atingidas pelo ciclone "Nargis",que atravessou o sul de Mianmar em 2 e 3 de maio e deixou 1,5 milhão de vítimas, onde a consulta acontecerá no dia 24.

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