SANA/AP
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Oposição denuncia mais de 60 mortes em ações do regime sírio após atentado

Ataque ao prédio da Segurança Nacional da Síria resultou na morte de três autoridades

estadão.com.br,

18 de julho de 2012 | 16h52

CAIRO - A oposição síria denunciou nesta quarta-feira, 18, a morte de mais de 60 pessoas em bombardeios e ataques das forças do regime, que sofreu o maior golpe desde o início da revolta com o atentado realizado hoje em Damasco. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 62 civis e rebeldes (20 deles na capital) morreram. Os Comitês de Coordenação Local (CCL) elevaram este número para 102 pessoas.

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O Observatório apontou que além dos 20 mortos em Damasco, 14 vítimas foram registradas em Deraa, oito em Idleb e cinco nos arredores da capital. Um líder do grupo rebelde morreu nos enfrentamentos em Deraa, quando as forças governamentais dispararam e bombardearam distintas localidades do país como a zona de Qabun, nos arredores de Damasco, apontou a oposição.

Os Comitês ressaltaram que a ofensiva das tropas do regime em bairros da capital, como o de Naher Isheh, empregou aviões de combate e carros de combate para bombardear e destruir várias casas.

A opositora Comissão Geral da Revolução Síria acrescentou que as ruas estão praticamente vazias, na maioria das regiões da capital. Muitos comércios teriam fechado suas portas e um grande número de moradores deixou as áreas bombardeadas.

A ofensiva militar ocorreu após rebeldes promoveram o maior golpe contra o regime de Assad, desde março de 2011, com o assassinato do ministro e do vice-ministro da Defesa, Dawoud Rajiha e Assef Shawkat, respectivamente. Shawkat era uma das figuras mais temidas do círculo próximo ao presidente sírio.

Além disso, foi morto também o assistente do presidente, general Hassan Turkmani. Outros integrantes do alto escalão do regime sírio ficaram feridos.

Com Efe 

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