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Oposição denuncia possível massacre mais sangrento da crise síria

Ataque em Tremseh teria deixado mais de 200 mortos; governo nega participação do exército

BBC Brasil, BBC

13 de julho de 2012 | 05h48

Mais de duzentas pessoas foram mortas nesta quinta-feira no vilarejo de Tremseh, na província síria de Hama, de acordo com informações da oposição síria.

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Se confirmado o número de mortes, esse seria o pior massacre do conflito Sírio. Até agora o episódio com o maior número de vítimas ocorreu em maio, quando 108 pessoas morreram em um ataque contra o vilarejo de Houla.

As denúncias ainda não puderam ser verificadas por veículos de imprensa ocidentais, mas segundo o correspondente da BBC em Beirute, Jim Muir, os dois lados do conflito sírio falam em um número alto de mortos em Tremseh, embora tenham versões totalmente diferentes sobre o que ocorreu.

Segundo opositores, sobreviventes relataram que o vilarejo foi alvo de ataques de helicópteros do Exército e tanques de guerra. Membros das Shabiha, milícias contratadas pelo presidente Bashar Al-Assad, também teriam entrado em Tremseh abrindo fogo contra a população.

O Conselho da Liderança Revolucionária, um dos principais grupos de oposição na Síria, disse à agência de notícias Reuters que a maior parte dos mortos em Tremseh eram civis e que as tropas do governo estariam tentando retomar o local do controle dos rebeldes.

Já a imprensa oficial síria diz que o massacre foi organizado por grupos rebeldes para provocar uma escalada de tensões às vésperas de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.

De acordo com estimativas da oposição, mais de 16 mil pessoas já morreram no país desde o início dos confrontos entre tropas do regime e os rebeldes, que pedem a renúncia de Assad. A ONU fala em mais de 10 mil mortos no país, desde o início do conflito, há 16 meses.

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