Oposição desconhece legitimidade de Chávez e o acusa de "genocida"

O partido opositor venezuelano Ação Democrática (AD) não reconhece a legitimidade do governo de Hugo Chávez após o fracassado golpe de Estado da última sexta-feira e anunciou que o acusará como "genocida" perante instâncias nacionais e internacionais. "A Ação Democrática responsabiliza Hugo Chávez pelos episódios que conduziram ao assassinato de dezenas de venezuelanos que participavam de uma marcha em 11 de abril passado", disse um comunicado oficial do partido.Durante os distúrbios de rua, nos arredores do palácio presidencial de Miraflores, havia franco-atiradores que dispararam contra os manifestantes, em confusos incidentes pelos quais as duas partes se acusam mutuamente. Além disso, uma rede de televisão privada que faz oposição a Chávez divulgou imagens de supostos simpatizantes do governante disparando durante as revoltas, embora tenha omitido os alvos dos disparos em meio a um tiroteio que deixou vítimas chavistas e da oposição.A AD responsabilizou Chávez pelas mortes e por "incitar" o ódio entre o governo e a oposição enquanto desconhecia "sua condição de chefe de Estado" depois de ter sido "retirado do poder pelo povo". O partido opositor do ex-presidente Carlos Andrés Pérez (Chávez liderou uma rebelião em 1992 contra ele) disse que promoverá um julgamento internacional do atual mandatário e ativará todos os mecanismos legais "para tirá-lo do poder", ao mesmo tempo em que insistiu para que Chávez renuncie.

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