Oposição deve levar eleições para segundo turno na Colômbia

Candidato do Partido Verde está à frente de Juan Manuel Santos, do partido de Uribe

AE-AP, Agência Estado

23 de abril de 2010 | 17h08

O candidato à presidência da Colômbia Antanas Mockus, do Partido Verde, ganhou espaço na corrida presidencial do país.

 

Mockus apareceu em uma pesquisa à frente do candidato do presidente Álvaro Uribe, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, em uma possível disputa no segundo turno.

 

O primeiro turno das eleições presidenciais colombianas será em 30 de maio. No caso de existir um segundo turno, ele acontecerá em 20 de junho.

Ex-prefeito de Bogotá, o oposicionista Mockus consolidou seu espaço como segundo colocado no primeiro turno. Uma pesquisa do Centro Nacional de Consultoria, realizada entre 19 e 21 de abril, mostra Santos na liderança, com 35%. Já o oposicionista aparece logo atrás, com 34%.

"Mockus está tecnicamente empatado com seu rival do Partido Social de Unidade Nacional (Partido da U), Juan Manuel Santos", informou o programa de televisão CM&, que divulgou a pesquisa. Uma semana atrás, Santos estava com 36%, enquanto Mockus tinha 29%.

Na Colômbia, o candidato deve garantir 50% dos votos mais um para evitar um segundo turno. Em uma nova disputa, Mockus aparece com 50% em um eventual segundo turno, enquanto Santos fica com 44%. É a primeira vez que Santos não aparece como possível vencedor no segundo turno.

Santos afirma que pretende prosseguir com o projeto de Uribe, com políticas favoráveis ao mercado e a linha-dura contra a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

Já Mockus enfatiza a ética e a honestidade e foi um prefeito bastante popular na capital. A candidata do Partido Conservador, Noemí Sanín, também próxima de Uribe, aparece em terceiro com 12% das intenções.

Questionado sobre a possibilidade de vencer no primeiro turno, Mockus respondeu que, se isso acontecer "poderemos economizar um dinheiro suficiente para construir 20 escolas públicas", aludindo ao dinheiro que demandará a realização do segundo turno.

 

Mockus, um matemático de 58 anos e filho de imigrantes lituanos que foi eleito duas vezes prefeito de Bogotá, e que há pouco reconheceu que foi diagnosticado pelos médicos com o Mal de Parkinson, disse que a pesquisa indica que "algo está mudando a cada dia". "Cada um vê isso nas atitudes das pessoas, com muita esperança e muita responsabilidade".

A candidata do Partido Conservador, Noemí Sanín, em terceiro, ainda acredita que sua candidatura poderá deslanchar. "Minha campanha está começando", ela disse. Noemí Sanín foi embaixadora da Colômbia na Grã-Bretanha e chanceler colombiana na década de 1990. Com informações da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.