Oposição deve travar pauta de Obama na Câmara

A Casa Branca enfrentará na quarta-feira o primeiro embate com a Câmara dos Deputados, agora dominada pela oposição republicana. Contra os interesses do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, será votado um projeto para invalidar a reforma do sistema de saúde - promessa de campanha aprovada em abril. Será o prelúdio de uma série de confrontos no Congresso nos próximos 22 meses que antecedem a eleição presidencial de 2012.

AE, Agência Estado

09 de janeiro de 2011 | 08h13

"Não há dúvidas de que os republicanos, agora em maioria na Câmara, tentarão de tudo para dificultar a vida de Obama", afirmou Robert Pastor, codiretor do Centro de Estudos Americanos da American University.

As chances de os republicanos conseguirem anular a reforma da saúde são remotas, mesmo com a inevitável aprovação da Câmara. O líder do Senado, o democrata Larry Reid, evitará colocar o tema na pauta da Casa, onde o partido de Obama mantêm estreita maioria. Em último caso, o presidente tem o poder de veto. Nos cálculos do Escritório de Orçamento do Congresso, o custo de invalidar a reforma chega a US$ 230 bilhões, de 2012 a 2021.

Ainda sem um nome favorito para concorrer em 2012, os republicanos tentam ganhar eleitores com a reprodução do discurso que lhes deu uma vitória arrasadora nas eleições legislativas de novembro.

Segundo Pastor, isto significará o confronto nos debates sobre o orçamento de 2012 e o pacote de redução do déficit fiscal, hoje em US$ 1,4 trilhão. Os republicanos insistem no corte de gastos e na preservação dos dispêndios com segurança nacional, enquanto os democratas propõem o oposto.

A oposição também resistirá em aceitar um eventual projeto de reforma da lei de imigração - promessa ainda não cumprida por Obama e sensível ao eleitorado latino. Outras propostas relevantes para o reaquecimento da economia, como o investimento em infraestrutura, devem ser afetados pela oposição republicana, assim como nomeações da Casa Branca que dependam de aprovação do Congresso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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