Oposição diz que é 'inaceitável' manter plebiscito em Mianmar

Governo adiou a votação popular apenas nas regiões de Irrawaddy, Pegu e Rangun, e nos estados Karen e Mon

Efe,

07 de maio de 2008 | 03h40

A oposição birmanesa qualificou de "inaceitável" que o regime tenha decidido manter o plebiscito constitucional nas zonas não devastadas pelo ciclone Nargis, que deixou mais de 22.500 mortos e 40.000 desaparecidos em Mianmar (antiga Birmânia). Jornalista britânico com visto de turista é expulso de Mianmar Ajuda internacional é distribuída com dificuldade em Mianmar Ong diz que mais de 50 mil podem ter morrido em Mianmar "Estão dando prioridade ao processo da Constituição sem levar em conta os desabrigados", indicou nesta quarta-feira, 7, em comunicado o principal partido opositor, a Liga Nacional pela Democracia (LND), da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar desde 2003. A Junta Militar adiou na terça-feira para o dia 24 de maio o plebiscito que aconteceria no sábado sobre a proposta de Carta Magna nas regiões de Irrawaddy, Pegu e Rangun, e nos estados Karen e Mon, onde se mantém o estado de emergência e que são habitados por cerca da metade dos 53 milhões de birmaneses. No entanto, a consulta foi mantida no restante de Mianmar. O plebiscito é o primeiro passo do chamado "Mapa de Caminho" rumo à democracia dos generais birmaneses, que terminará, segundo a Junta Militar, com eleições livres em 2010.

Tudo o que sabemos sobre:
Mianmarplebiscitociclone Nargis

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.