Oposição diz que eleições do Egito foram fraudadas

A Irmandade Muçulmana, principal força de oposição no Egito, afirmou hoje que a eleição parlamentar do dia anterior foi "fraudada e inválida". Segundo o grupo, há funcionários do governo falsificando resultados. "Essas eleições são fraudadas e inválidas", disse um alto funcionário da Irmandade Muçulmana, Essam el-Erian. "Durante toda a noite, os comitês eleitorais nas diferentes circunscrições produziram resultados e então os alteraram", acrescentou.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2010 | 12h57

Erian disse que as fraudes ocorreram onde o grupo islâmico esperava ganhar cadeiras ou forçar um segundo turno. "Os comitês até agora se recusam a anunciar os resultados", disse ele. Os resultados finais desse primeiro turno devem sair amanhã, com o Partido Democrático Nacional, do presidente Hosni Mubarak, com uma sólida vantagem no Parlamento de 508 vagas. O segundo turno está previsto para o próximo domingo.

A Irmandade Muçulmana inscreve seus candidatos como independentes, pois os partidos religiosos foram banidos no Egito. Antes da disputa, os partidários do grupo foram alvos de uma perseguição sistemática das autoridades, que prenderam pelo menos 1.200 deles, desqualificaram mais de 10 candidatos, e ainda sentenciaram 11 membros da Irmandade Muçulmana a dois anos de prisão por fazerem campanha. As informações são da Dow Jones.

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