Oposição diz que eleições serão antecipadas no Japão

Declarações não foram confirmadas pelo governo; votação para a Câmara está prevista para 2013

GABRIEL BUENO, Agência Estado

29 de junho de 2011 | 09h37

TÓQUIO - As eleições no Japão serão antecipadas para julho ou agosto, afirmou nesta quarta-feira, 29, Shigeru Ishiba, chefe político do Partido Liberal Democrata (PLD), principal partido da oposição no país. A declaração foi feita um dia depois de o primeiro-ministro, Naoto Kan, afirmar que a política energética será o grande tema da próxima eleição. Kan, porém, não detalhou o cronograma das eleições e deu margens para especulação sobre quando ele pretende convocar o pleito.

Hoje, o principal porta-voz do governo, Yukio Edano, rejeitou as especulações. Em outra entrevista à imprensa, ele disse que os parlamentares estavam "interpretando muito" a partir dos comentários do primeiro-ministro.

A eleição para a Câmara dos Deputados do Japão está prevista para 2013, mas alguns parlamentares e analistas especulam que Kan pode dissolver o Legislativo e ir às urnas, para tentar encerrar o impasse político e prolongar seu tempo no poder. A atual sessão parlamentar foi prorrogada até 31 de agosto, em uma tentativa de aprovar projetos cruciais para a reconstrução após o terremoto e o tsunami que atingiram o país em março.

Ontem, Kan disse em uma reunião dos deputados governistas que gostaria de comandar uma nova política energética "o mais rápido possível". Porém não falou se estuda a possibilidade de dissolver a Câmara dos Deputados.

O Partido Democrático do Japão (PDJ), de Kan, tem a maioria na Câmara dos Deputados. Porém a oposição controla a Câmara Alta, que não pode ser dissolvida pelo premiê e tem o poder de bloquear a maior parte da legislação, incluindo uma lei necessária para financiar 40% do orçamento para este ano fiscal que começou em abril.

A oposição critica Kan por sua suposta falta de liderança após o terremoto e o tsunami de 11 de março. Anteontem, Kan disse que renunciará assim que algumas leis forem aprovadas, porém não estabeleceu uma data específica para isso.

Uma pesquisa da agência Kyodo divulgada hoje mostra que o gabinete de Kan tem um apoio de 23,2% dos eleitores japoneses. Em pesquisa do início de junho, esse apoio estava em 33,4%. As informações são da Dow Jones.

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