Oposição diz que junta militar está no poder do Zimbábue

Tsvangirai afirma que não discutirá governo compartilhado antes do segundo turno das eleições presidenciais

Agências internacionais,

10 de junho de 2008 | 11h30

O líder opositor Morgan Tsvangirai afirmou nesta terça-feira, 10, que o Zimbábue é governado atualmente por uma junta militar e que 66 simpatizantes do Movimento para a Mudança Democrática (MCD, sigla em inglês) foram mortos na onda de violência política que atingiu o país após as eleições de março.   "Este país está efetivamente sendo dirigido por uma junta militar, 66 pessoas foram mortas", disse Tsvangirai, acrescentando que "o povo é vítima da brutalidade financiada pelo Estado". O rival do presidente Robert Mugabe no segundo turno afirmou ainda que está certo de que ganhará a próxima votação e descartou a possibilidade de um acordo para a divisão do poder antes do pleito. "O MCD está focado no segundo turno, nossa vitória é certa"."A discussão de um governo de unidade nacional antes da votação não acontecerá", alertou.   O presidente do Zimbábue, Mugabe, e o líder da MDC, Tsvangirai, vão se enfrentar em 27 de junho no segundo turno das eleições presidenciais. No primeiro turno, realizado em 29 de março, Mugabe perdeu o poder no Parlamento pela primeira vez em 28 anos. O segundo turno das eleições presidenciais será necessário, pois nenhum dos partidos conseguiu a maioria absoluta exigida no país para ser declarado vencedor.   O MDC nunca aceitou o resultado do primeiro turno, publicado mais de um mês após a votação, e no qual conseguiu 47,9% dos votos válidos. "Isto é um escândalo, um 'roubo à mão armada', não podemos acreditar", disse o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa, ao tomar conhecimento dos resultados.

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