Oposição diz que vai deixar Parlamento tailandês

O principal partido de oposição da Tailândia, o Democrata, anunciou neste domingo que seus membros no Parlamento vão renunciar em massa em protesto contra um governo que, afirmam, é ilegítimo. A medida deve aprofundar ainda mais a crise política no país.

Agência Estado

08 de dezembro de 2013 | 08h21

O porta-voz da legenda, Chavanond Intarakomalyasut, disse à Associated Press que seu partido não pode mais trabalhar no Legislativo porque ele "não é mais aceito pelo povo".

O partido é aliado aos manifestantes contrários ao governo que têm realizado os maiores protestos dos últimos anos na Tailândia e têm como objetivo derrubar o governo da primeira-ministra Yingluck Shinawatra.

Os manifestantes exigem que um conselho nomeado substitua o atual governo. O governo de Yingluck chegou ao poder após conquistar a maioria dos votos em 2011, numa eleição que observadores disseram terem sido livres e justas.

A crise política tailandesa teve início quando o governo de Yingluck apresentou um projeto de anistia que, segundo críticos, teria como objetivo permitir a volta do exílio de seu irmão, Thaksin Shinawatra, que ex-premiê deposto por um golpe em 2006 sob acusação de corrupção.

Pelo menos cinco pessoas já morreram em 289 ficaram feridas desde o início dos protestos, em novembro. Fonte: Associated Press.

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