Oposição do Egito deve formar partido unido depois das derrotas

A coalizão de oposição do Egito disse no domingo que está se movimentando para formar um partido político único, para desafiar os islamistas, cujas frentes mais disciplinadas têm dominado as urnas eleitorais desde a revolução do ano passado.

SHAIMAA FAYED, Reuters

23 de dezembro de 2012 | 12h52

Membros do partido de oposição Frente de Salvação Nacional, cujas diferenças dividiram o voto não islâmico, prometeram manter a pressão sobre o presidente Mohamed Mursi, inclusive através de protestos pacíficos.

Liberais, socialistas e outras facções que se uniram sob a bandeira da Frente fizeram campanhas em vão pelo "não" em um referendo sobre uma nova Constituição que, de acordo com uma contagem extraoficial feita pelos simpatizantes islamistas de Mursi no domingo, garantiu a aprovação com cerca de 64 por cento dos votos, com a participação de cerca de um terço dos 51 milhões de eleitores.

"A Frente está muito coesa e concorda que vai travar as batalhas em conjunto", disse em uma entrevista coletiva, após o referendo, Mohamed Abul Ghar, líder do Partido Social Democrata Egípcio e um dos principais membros da Frente.

"Não é só isso, mas os partidos dentro da Frente tomaram medidas importantes para formar um grande partido dentro da Frente", acrescentou ele.

Um comunicado da Frente disse que o partido aprendeu lições úteis", durante o referendo. Mas ele terá pouco tempo para se organizar, já que a eleição parlamentar está marcada para daqui a cerca de dois meses.

Tudo o que sabemos sobre:
EGITOOPOSICAOPARTIDO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.