Oposição do Egito quer diálogo para dar fim à violência

O líder da oposição no Egito, o ganhador do prêmio Novel da Paz Mohamed ElBaradei, pediu nesta quarta-feira um amplo diálogo nacional com o governo islâmico, todas as facções políticas e o Exército do país, visando dar fim à onda de violência política que deixou mais de 60 mortos na semana passada. Seu apelo parece ter sido uma resposta ao alerta feito pelas forças armadas do Egito na terça-feira de que o país pode entrar em colapso se não houver entendimento entre as facções políticas.

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2013 | 14h44

Até agora, a oposição e o governo do presidente Mohammed Morsi não entraram em acordo. A oposição exige que Morsi faça concessões como condição para qualquer diálogo, mas o presidente tem ignorado as exigências e mantido seu próprio programa de "diálogo nacional", que envolve principalmente seus aliados islâmicos.

Dois outros manifestantes foram mortos nesta quarta-feira em confrontos com a polícia em uma praça de Cairo, segundo uma autoridade.

A violência no Egito se intensificou na semana passada, na véspera do segundo aniversário da revolta que derrubou o autoritário presidente Hosni Mubarak. A turbulência espalhou-se por todo o país, com a pior onda de violência sendo observada na cidade de Port Said, que praticamente se declarou em revolta contra o presidente islâmico. As informações são da Associated Press.

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