Oposição do Iêmen anuncia governo interino; 12 morrem em Taiz

A oposição no Iêmen disse ter chegado a um acordo para a formação de um governo interino com o partido do presidente Ali Abdullah Saleh, que assinou na semana passada a transferência de poder, para encerrar os conflitos que levaram o país à beira da guerra civil.

REUTERS

01 de dezembro de 2011 | 16h07

No entanto, o progresso alcançado nas conversações ainda não estancaram os confrontos no país. Pelo menos 12 civis, integrantes das forças do governo e atiradores anti-Saleh morreram nesta quinta-feira em Taiz, a capital comercial do Iêmen e centro de manifestações contra Saleh, disseram moradores e autoridades.

Cinco civis morreram numa ação que moradores disseram ter sido um bombardeio por parte das forças do governo em áreas residencias. Uma autoridade do setor de segurança negou que teivesse ocorrido um ataque a áreas civis e disse que "elementos armados" haviam atacado vários postos de controle das forças de segurança em Taiz.

Segundo fontes médicas do hospital Al Rawdah, pelo menos cinco civis foram mortos e vários ficaram feridos.

A cidade de Taiz, principal centro comercial do Iêmen, fica cerca de 200 quilômetros ao sul de Sanaa, a capital.

Saleh passou 33 anos no cargo, e transferiu o poder ao seu vice, sob intensa pressão internacional, após enfrentar dez meses de protestos populares. O acordo para a saída dele foi mediado pelo Conselho de Cooperação do Golfo.

De acordo com um líder da oposição ouvido pela Reuters, e que não quis identificar-se, o entendimento firmado para o governo interino prevê que o partido de Saleh manterá o controle dos ministérios da Defesa, Relações Exteriores e Petróleo enquanto os oposicionistas ficarão com Cooperação Internacional, Interior, Informação e Finanças.

Os patrocinadores do plano esperam que ele evite uma guerra civil no país - vizinho da Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo - e impeça a Al Qaeda local de ameaçar as rotas de navegação no mar Vermelho.

Mas até agora o acordo não bastou para encerrar a violência no país, o mais pobre da Península Arábica.

As eleições presidenciais foram marcadas para 21 de fevereiro.

(Reportagem de Mohammed Ghobari)

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