Oposição do Líbano convoca greve geral na terça-feira

A oposição do Líbano, ampliando a campanha para derrubar o governo, convocou no sábado uma greve geral na próxima semana com o objetivo de paralisar o país dois dias antes de uma vital conferência de ajuda em Paris. A oposição - que inclui os grupos Hezbollah e Amal, além do líder cristão Michel Aoun - têm demandado poder de veto no governo e antecipação das eleições parlamentares. Em comunicado, a oposição chama os libaneses "para expressarem livremente e de forma honesta suas opções nacionais e políticas por meio de uma greve geral" na terça-feira. Fontes oposicionistas disseram que a meta é paralisar o país, incluindo instalações-chave como o aeroporto civil e o porto de Beirute. O principal sindicato do país, que é contra a política econômica do governo, apóia a convocação de greve. Se confirmada, a greve aconteceria dois dias antes de uma conferência internacional de doações em Paris, na qual o premiê libânes Fouad Siniora, que conta com suporte do Ocidente, espera levantar bilhões de dólares. Os recursos seriam usados para ajudar a recuperar a economia libanesa após a guerra do Hezbollah contra Israel entre julho e agosto. O Líbano tem dívida pública de 41,5 bilhões de dólares, o equivalente a 190 por cento de seu Produto Interno Bruto (PIB).

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