Oposição do Quênia boicotará empresas de aliados de Kibaki

As companhias Brookside Dairies, Equity Bank e City Hopper Bus Services seriam possíveis alvos do boicote

18 de janeiro de 2008 | 17h22

A oposição do Quênia afirmou que a partir da semana que vem irá boicotar empresas dirigidas por aliados do presidente reeleito Mwai Kibaki, em protesto ao resultado das eleições presidenciais do último 27 de dezembro. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 18, pela BBC.   Veja também: Protestos matam pelo menos 13 no Quênia Entenda a crise pós-eleitoral no Quênia   O porta-voz do Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês), Salim Lone, mencionou especificamente as empresas Brookside Dairies, Equity Bank e City Hopper Bus Services como possíveis alvos do boicote.   A mudança de tática do partido liderado por Raila Odinga ocorre após três dias de confrontos sangrentos entre manifestantes e a polícia. Nesta sexta, pelo menos 13 pessoas morreram durante protestos contra a reeleição em várias cidades do país, informaram autoridades e testemunhas.   Jornalistas da Reuters em Kibera, região de forte oposição, disseram ter visto quatro corpos após os enfrentamentos entre protestantes e polícia. Autoridades em Narok, do sudoeste do Quênia, afirmaram que quatro pessoas morreram em confrontos por causa da eleição.   Mais de 600 pessoas já morreram desde o início dos protestos, os mais sangrentos desde uma tentativa de golpe em 1982. A oposição do presidente convocou três dias de manifestações e, em Nairóbi, houve confronto com a polícia. Os manifestantes desafiaram uma proibição de aglomerações públicas imposta em todo o país pela polícia, que considera os protestos "inapropriados".

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