Oposição do Zimbábue proclama vitória com 50,3% do votos

MDC diz que dados foram obtidos das atas eleitorais; caso resultado se confirme, não haverá segundo turno

Efe,

02 de abril de 2008 | 09h25

A oposição do Zimbábue assegurou nesta quarta-feira, 2, que ganhou as eleições presidenciais realizadas no último sábado com votos suficientes para que não seja necessário um segundo turno. Segundo informou Tendai Biti, secretário geral do opositor Movimento para Mudança Democrática (MDC), o candidato da legenda, Morgan Tsvangirai, obteve 50,3% dos votos, enquanto o presidente Robert Mugabe teria 43,8%. Os dados, segundo Biti, foram obtidos das atas eleitorais assinadas após a apuração de cada centro de votação. O anúncio foi condenado pelo governo, que pediu que a oposição aguarde os resultados oficiais.   Veja também:   Governo e oposição negam acordo para transição no Zimbábue Mugabe negocia possível transição com oposição, diz 'NYT' Dúvida é se Mugabe aceitará veredicto Robert Mugabe, ditador do Zimbábue há quase 30 anos   Segundo dados oficiais da Comissão Eleitoral, o partido governante, Zanu-PF, perdeu a maioria que tinha na Câmara Baixa do Parlamento, de acordo com os últimos dados parciais da apuração. O governo, que mantinha cerca de dois terços do Parlamento antes das eleições de sábado, conseguiu até agora 93 deputados do total de 210 da câmara. Mesmo que obtivesse as outras cadeiras que estão pendentes, a Zanu-PF não chegaria a obter os deputados suficientes para formar maioria. O opositor MDC, nas duas facções que se apresentaram separadamente às eleições, obteve 105 cadeiras. A Comissão já completou a concessão de 199 cadeiras, 96% das circunscrições nas quais houve votação.   As autoridades eleitorais, no entanto, continuam sem entregar dados sobre as eleições presidenciais disputadas simultaneamente. Mais cedo, o jornal governamental do Zimbábue The Herald afirmou que será necessário um segundo turno nas eleições presidenciais, porque nenhum dos candidatos teria conseguido mais de 50% dos votos. Em sua edição digital, o jornal não divulga dados precisos, assim como a Comissão Eleitoral.   A informação foi publicada horas depois de surgirem versões extra-oficiais que falam de supostas negociações políticas para a renúncia de Mugabe, no poder no Zimbábue desde 1980. As negociações entre o partido governante e a oposição foram negadas tanto pelo governo como pelo MDC.   (Texto atualizado às 13 horas)

Tudo o que sabemos sobre:
Eleições no Zimbábue

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.